Se você já se perguntou como o tratamento com oxigênio hiperbárico pode curar feridas ou ajudar em casos de infecção, a resposta está na Medicina Hiperbárica. Essa área de atuação, reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), em consonância com a Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica e a Undersea & Hyperbaric Medical Society (EUA), utiliza tecnologia avançada para tratar diversas condições de saúde, como feridas de difícil cicatrização.
O tratamento
A Oxigenoterapia Hiperbárica (OHB) é um tratamento no qual o paciente respira oxigênio puro (100%), enquanto é submetido a uma pressão 2 a 3 vezes a pressão atmosférica ao nível do mar, no interior de uma câmara hiperbárica. A pressão elevada, maior do que a atmosférica, permite que o oxigênio seja transportado de uma maneira diferente pelo organismo.
Como o oxigênio age no corpo?
A Oxigenoterapia Hiperbárica provoca um espetacular aumento da quantidade de oxigênio transportada pelo sangue, na ordem de 20 vezes o volume que circula em indivíduos que estão respirando ar ao nível do mar. Nessas condições, o oxigênio produzirá uma série de efeitos de interesse terapêutico. Esse sangue “supersaturado” de oxigênio consegue chegar a áreas com pouca circulação, como tecidos lesionados ou infectados, agindo diretamente na causa do problema.
Principais indicações
O tratamento proporciona uma série de efeitos terapêuticos essenciais para a cura e a recuperação e é indicado nos seguintes casos:
- Lesões ulceradas refratárias: úlceras de pele, pé diabético, úlceras de pressão, úlcera por vasculite autoimune, deiscências de suturas;
- Lesões por radioterapia: radiodermite, osteorradionecrose e lesões actínicas de mucosas;
- Vasculites agudas de etiologia alérgica medicamentosa ou por toxinas biológicas (aracnídeos, ofídios e insetos);
- Osteomielites crônicas refratárias;
- Isquemias agudas traumáticas: lesões por esmagamento, síndrome compartimental, reimplantação de extremidades amputadas e outras;
- Retalhos ou enxertos comprometidos ou de risco;
- Gangrena gasosa;
- Síndrome de Fournier;
- Outras infecções necrotizantes de tecidos moles: celulites, fascites e miosites;
- Queimaduras térmicas e elétricas;
- Embolias gasosas;
- Envenenamento por monóxido de carbono ou inalação de fumaça;
- Envenenamento por cianeto ou derivados cianídricos;
- Anemia aguda, nos casos de impossibilidade de transfusão sanguínea;
- Doença descompressiva e embolias traumáticas pelo ar.
Dúvidas frequentes sobre o tratamento
Para que você se sinta mais seguro, respondemos a algumas das perguntas mais comuns:
- O tratamento substitui outras terapias? Não. A OHB é uma terapia complementar. Ela não substitui tratamentos convencionais, mas os potencializa, tornando-os mais eficientes.
- Quantas sessões são necessárias? O número de sessões varia, mas, em média, são necessárias cerca de 30.
- Há contraindicações ou efeitos colaterais? Sim. O tratamento é contraindicado para pacientes com pneumotórax não tratado e em uso de certos quimioterápicos. Os efeitos colaterais são raros e, em geral, leves, como desconforto no ouvido.
Para saber se o tratamento é indicado para o seu caso e tirar todas as suas dúvidas, agende sua consulta pelo nosso site e comece sua jornada de recuperação.




